
Data: 16 e 17 de julho de 2026
Local: Trecsson Business School
Endereço: Shopping Catuaí, Av. Colombo, 9161 – Parque Industrial Bandeirantes, Maringá – PR, 87070-000
Carga Horária: 16h | Certificado disponibilizado aos participantes.1
Docente: Dra. Paula Nascimento
A Vigilância Socioassistencial é o cérebro do SUAS. Mas como operá-la em alto nível? Esta capacitação avançada de 16h ensina, na prática, a manipular bases do Cadastro Único, extrair dados do IBGE/SIDRA, aplicar geotecnologias como o Google Earth Pro e produzir análises territoriais que orientem a busca ativa, o planejamento e a tomada de decisão da gestão. Saia do básico e domine as ferramentas que transformam dados em política pública efetiva.
Justificativa:
A Vigilância Socioassistencial é, por definição, a função do SUAS responsável por produzir, sistematizar e analisar informações sobre as vulnerabilidades e riscos sociais nos territórios, bem como sobre a oferta e a capacidade de resposta da rede socioassistencial. No entanto, entre a definição normativa e a prática efetiva, há um abismo que muitos municípios ainda não conseguiram transpor. A disponibilidade de bases de dados oficiais, Cadastro Único, Censo SUAS, Prontuário SUAS, IBGE, contrasta com a dificuldade técnica de manipulá-las, integrá-las e traduzi-las em informação estratégica para a gestão. O resultado é uma Vigilância que, quando existe, opera de forma reativa e pouco qualificada, incapaz de subsidiar o planejamento, a busca ativa e a territorialização da política.
Esta capacitação do Instituto Verisa justifica-se como uma resposta avançada e prática a esse desafio. Ela nasce do reconhecimento de que a Vigilância Socioassistencial exige, hoje, competências técnicas específicas que vão além da leitura de relatórios prontos: é preciso saber extrair, organizar, limpar e cruzar dados do CadÚnico; navegar no SIDRA/IBGE para obter denominadores populacionais; aplicar geotecnologias para espacializar demandas e serviços; e, sobretudo, transformar todo esse trabalho em produtos comunicáveis (mapas, relatórios, indicadores) que efetivamente orientem a tomada de decisão de gestores e equipes. Capacitar profissionais da Vigilância nesse nível é investir na inteligência do SUAS, garantindo que a política pública seja cada vez mais baseada em evidências, territorializada e capaz de chegar a quem mais precisa, com a oferta adequada e no momento certo.
Objetivo:
Objetivo Geral: Capacitar profissionais do SUAS para o uso prático, integrado e avançado de dados socioassistenciais e estatísticos no âmbito da Vigilância Socioassistencial, com foco na manipulação do Cadastro Único, na extração de indicadores do IBGE/SIDRA, na aplicação de geotecnologias e na produção de análises territoriais que subsidiem o diagnóstico, o planejamento, a busca ativa e a tomada de decisão da gestão.
Objetivos Específicos:
O curso visa instrumentalizar os participantes para:
Um eixo central da formação é o desenvolvimento de competências para:
- Compreender a Vigilância Socioassistencial como função estratégica, seus fluxos de trabalho e sua articulação com a gestão e os serviços;
- Estruturar processos de coleta, análise e devolutiva de informações;
- Utilizar de forma integrada as principais bases de dados oficiais (Cadastro Único, Censo SUAS, Prontuário SUAS, RMA, IBGE/SIDRA);
- Extrair, organizar e analisar dados do Cadastro Único (bases Família, Pessoa e Tudo), realizando cruzamentos de variáveis socioeconômicas, demográficas e de acesso a programas; navegar no SIDRA/IBGE para obtenção de dados censitários e construção de indicadores territoriais;
- Aplicar princípios éticos e de proteção de dados (LGPD) no manuseio e divulgação das informações;
- Introduzir-se no uso de geotecnologias (Google Earth Pro) para espacialização de demandas, serviços e vulnerabilidades;
- Interpretar mapas temáticos e produtos cartográficos como subsídio ao diagnóstico socioterritorial e à tomada de decisão.
Público Alvo:
Trabalhadores (as) da Política de Assistência Social e demais interessados
Metodologia:
A metodologia proposta para a realização deste trabalho é a de capacitação teórica e prática, através de roda de diálogo, estudos de caso, realização de dinâmicas, apresentação de vídeo, alinhamento de conceitos, aberturas para dúvidas e perguntas e aprofundamento teórico. A capacitação ainda prevê um trabalho pautado na realidade vivenciada pelo município, buscando unir teoria e prática de forma técnica, ética e humanizada.
Conteúdo Programático:
1. Compreender a Vigilância Socioassistencial como função estratégica do SUAS
- Papel da Vigilância na gestão da política de assistência social
- Principais normativas e conceitos aplicados ao cotidiano
- Como estruturar processos de trabalho da Vigilância
- Fluxos de informação: da coleta à devolutiva para gestão e equipes
2. Gestão da informação e fontes oficiais de dados
- Cadastro Único: identificação de vulnerabilidades e públicos prioritários
- Censo SUAS: leitura da rede, serviços e equipes
- Prontuário SUAS e RMA: análise de atendimentos e acompanhamento familiar
- SIDRA/IBGE: uso de denominadores territoriais
- Sistemas municipais e bases complementares (Disque 100, Painel 180, Segurança Pública)
3. Ética e proteção de dados
- Sigilo profissional e LGPD
- Limites do uso de mapas com dados sensíveis
- Boas práticas na divulgação de informações territoriais
4. Manipulação e sistematização dos dados do CadÚnico
- Estrutura das bases de dados: Família, Pessoa e Tudo
- Organização e limpeza inicial das bases
- Seleção das variáveis mais relevantes para a Vigilância Socioassistencial
- Cruzamento de informações socioeconômicas, demográficas, escolaridade, alfabetização, Pessoa com Deficiência, beneficiários do Programa Bolsa Família, etc.
- Identificação de demandas para Busca Ativa
- Construção de recortes territoriais simples
5. Manipulação e sistematização dos dados do IBGE/SIDRA
- O que é o Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) e para que serve
- Navegação guiada no sistema
- Consulta aos dados do Censo Demográfico 2022
- Seleção de tabelas, variáveis e filtros territoriais
- Extração de indicadores essenciais para a Vigilância
- Integração IBGE + CadÚnico na análise socioterritorial
6. Aplicar geotecnologias na Vigilância Socioassistencial
- Introdução às geotecnologias e softwares gratuitos
- Uso de mapas temáticos para leitura territorial
- Bases geográficas do IBGE e dados territorializados do CadÚnico
- Padronização e qualidade dos dados espaciais
- Contribuições das geotecnologias para a gestão do SUAS
7. Leitura e interpretação de análises territoriais a partir da cartografia temática
- Apresentação de exemplos de mapeamento de CRAS, CREAS e serviços socioassistenciais
- Identificação de áreas com maior concentração de vulnerabilidades sociais a partir de mapas prontos
- Leitura da cobertura territorial da rede socioassistencial
- Interpretação de mapas temáticos e mapas de calor (densidade kernel)
- Uso dos produtos cartográficos como subsídio ao diagnóstico socioterritorial, ao planejamento e à tomada de decisão
8. Oficina prática com Google Earth Pro
- Importação de dados do CadÚnico
- Espacialização de demandas e serviços
- Criação de pontos e polígonos
- Medição de distâncias e barreiras territoriais
- Visualização de desigualdades no território
Ao final do curso, o participante será capaz de:
- Compreender a Vigilância Socioassistencial como função estratégica do SUAS;
- Utilizar de forma integrada as principais bases de dados socioassistenciais e estatísticas;
- Extrair, organizar e analisar dados do Cadastro Único e do IBGE/SIDRA para identificação de vulnerabilidades, públicos prioritários e demandas territoriais;
- Realizar cruzamentos de variáveis e construir indicadores básicos para leitura socioterritorial;
- Interpretar mapas temáticos e produtos cartográficos como subsídio ao diagnóstico, planejamento e tomada de decisão;
- Reconhecer aplicações das geotecnologias no apoio à gestão do SUAS;
- Organizar processos e fluxos de informação da Vigilância Socioassistencial;
- Aplicar princípios éticos e de proteção de dados;
- Produzir análises territoriais básicas para subsidiar a Busca Ativa, o planejamento e o fortalecimento da rede socioassistencial.
É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste conteúdo programático, desenvolvido com exclusividade pelo(a) docente, sob pena de violação dos direitos autorais, conforme previsto na Lei nº 9.610/98.
Resultados Esperados:
- Estruturar Processos de Trabalho da Vigilância: Organizar fluxos claros de coleta, análise e devolutiva das informações, integrando a Vigilância à gestão e aos serviços territoriais (CRAS, CREAS).
- Manipular Bases de Dados com Autonomia: Extrair, limpar e organizar dados do Cadastro Único (bases Família, Pessoa e Tudo), selecionando variáveis relevantes e realizando cruzamentos para identificar perfis de vulnerabilidade, públicos prioritários e demandas para busca ativa.
- Integrar Dados do IBGE à Análise Socioterritorial: Navegar no SIDRA/IBGE, extrair dados do Censo Demográfico 2022 e integrá-los aos dados do CadÚnico para construir denominadores e indicadores territorializados.
- Aplicar Geotecnologias na Vigilância: Utilizar ferramentas como o Google Earth Pro para espacializar dados do CadÚnico, criar mapas de pontos e polígonos, medir distâncias e barreiras territoriais, e visualizar desigualdades no território.
- Interpretar e Produzir Mapas Temáticos: Ler criticamente mapas de calor (densidade kernel) e outros produtos cartográficos, identificando áreas de maior concentração de vulnerabilidades e analisando a cobertura territorial da rede socioassistencial.
- Produzir Análises para a Tomada de Decisão: Elaborar diagnósticos socioterritoriais qualificados, com base em dados integrados e análises espaciais, que subsidiem o planejamento da gestão, a expansão da rede, a alocação de recursos e as estratégias de busca ativa.
- Atuar com Ética e Proteção de Dados: Aplicar os princípios do sigilo profissional e da LGPD no manuseio, armazenamento e divulgação de informações sensíveis, evitando exposições indevidas e garantindo o direito à privacidade dos usuários.
O investimento nesta formação especializada resultará em gestões mais qualificadas das unidades socioassistenciais, com impactos positivos na qualidade dos serviços, no clima organizacional e, principalmente, nos resultados alcançados junto à população em situação de vulnerabilidade.
Em termos concretos, os participantes sairão do curso com:
- Habilidade para extrair e organizar bases do CadÚnico (Família, Pessoa e Tudo) de forma autônoma.
- Domínio básico da navegação no SIDRA/IBGE para obtenção de dados censitários.
- Capacidade de realizar cruzamentos de variáveis para identificar públicos prioritários (ex: famílias com crianças fora da escola, beneficiários do BPC, etc.).
- Experiência prática na espacialização de dados no Google Earth Pro.
- Competência para interpretar mapas temáticos e utilizá-los em reuniões de equipe e gestão.
- Um repertório de indicadores básicos para monitoramento territorial.
- Diretrizes claras para a organização do setor de Vigilância e seus fluxos de informação
Benefícios do Curso Presencial:
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Valor do investimento:
| VALOR INTEGRAL DA INSCRIÇÃO Prazo para pagamento e/ou entrega de empenho 28 de abril de 2026 | VALOR PROMOCIONAL Pagamentos até o dia 30 de março de 2026 | VALOR LANÇAMENTO Pagamentos até o dia 12 de fevereiro de 2026 |
| R$ 1.595,00 – Por pessoa | R$ 1.350,00 – Por pessoa | R$ 1.210,00 – Por pessoa |
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Docente: Dra. Paula Fonseca do Nascimento
Assistente Social, Mestra e Doutora em Geografia pela Unesp de Presidente Prudente/SP, Pós-Doutoranda em Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba e Pós-Graduanda em Ciência de Dados Geográficos. Especialista em Gerenciamento de Projetos com Práticas do PMI; Especialista em Gestão Pública Municipal; Especialista em Meio Ambiente e Sustentabilidade. Assessoria e Supervisão Técnica nas áreas de Gestão do SUAS; Vigilância Socioassistencial; Diagnóstico Socioterritorial, ambiental, da Pessoa Idosa, da Criança e Adolescente e da Pessoa com Deficiência; indicadores sociais; elaboração de mapa temático (cartografia temática); georreferenciamento; planejamento; trabalho com associações e cooperativas; mobilização e participação popular; gestão de projetos; Plataforma Mais Brasil (Siconv).
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- Necessária frequência mínima de 75% do total da carga horária do evento. ↩︎



